Praça da Matriz na década de 1970


Rio Gurupi em Viseu. Foto de Ivan Siqueira


Frente da cidade de Viseu (2015). Autor desconhecido

Viseu é um dos do municípios com a maior extensão em área do nordeste paraense. Sua beleza natural é bastante apreciada pelos visitantes. Dentre os lugares mais visitados encontram-se a praia de Apeú Salvador, Serra do Piriá; São José do Gurupi e de Santo Antônio. Em relação ao rio Gurupi, de maior destaque, é possível afirmarmos que sua bacia hidrográfica estende-se da nascente, na Serra do Gurupi, um prolongamento da Serra da Desordem, no Maranhão, até a foz do Oceano Atlântico, ocupado grande faixa de terra do Pará e Maranhão. Viseu foi o ponto de irradiação para conquistar o rio Gurupi, quando foi dada a notícia da descoberta do ouro, cuja data precisa desse descobrimento é incerto, sendo possível que ainda no século XVII já se soubesse da existência de ouro na região. O rio Gurupi possui aproximadamente 720 km de extensão ocupando uma área cerca de 12.128 km2, sendo de domínio da União, tendo 70 % de sua bacia no estado do Maranhão e 30% no Pará. Quando recebe as águas do Gurupi-Mirim, sua largura passa de 40 m para 250 m, podendo atingir cerca de 2 km antes de São José do Gurupi (Ministério do Meio Ambiente, 2006).

Alguns dos filhos de Viseu de maior vulto foram Mariano Antunes de Souza, que ocupou entre as décadas de 1920 e 1930 importantes cargos no Pará, como juiz em Belém e no interior e Chefe de Polícia Civil do Estado,(em 1925) recebendo inúmeros elogios pelo seu trabalho. Mariano Antunes era filho do português José Antunes de Souza Júnior e da senhora Maria de Oliveira Pantoja, tendo nascido em 1º de dezembro de 1876, em Viseu. Aloysio da Costa Chaves, também nasceu em Viseu em 25 de novembro de 1920, tendo ocupado o cargo de Reitor da UFPA, professor, Deputado Federal, Senador e Governador do Pará (1974 – 1978). Também ocupou o cargo de juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª região, tendo sido o Vice Presidente e o Presidente deste Tribunal. Recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFPA. José Ubiratan da Silva Rosário nasceu em Viseu no dia 7 de junho de 1938 e faleceu em Belém em 24 de outubro de 2009. Foi escritor, professor e jornalista. Estudou no Colégio Paes de Carvalho e graduou-se em História, pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Na Academia Paraense de Letras, onde ocupava a cadeira 28, cujo patrono é Leopoldo Sousa, conquistou o prêmio “Samuel MacDowell” e o “José Veríssimo”, da Academia Brasileira de Letras, com a obra “Amazônia – processo civilizatório: Apogeu do Grão-Pará” (1986). Escreveu muitas outras obras, como “Belém Urbe Amazônia: seu destino, evolução e perspectivas” (1980). Odete Nogueira Pereira Ferreira, também nascida em Viseu, no dia 22 de fevereiro de 1935, constitui uma das maiores referências no estudo histórico e cultural de Viseu. Escreveu importantes livros, como O Município de Viseu e seus Administradores (1995). Foi professora, vereadora, Vice-Prefeita do município, Secretária de Cultura, e publicou em 1997 o livro de poemas O Retrato da Saudade. Em 07 de janeiro de 2017, lançou o livro Viseu da Memória.

Características

A cidade de Viseu conta com 3 agências bancárias: Bradesco, BanPará e Banco do Brasil, além de uma lotérica. Possui 1 agência do INSS. Há 6 bairros na cidade: Centro, Mangueirão, Alto, Prainha, Piçarreira, Cidade Nova. Existe a região chamada APEVI, que algumas pessoas na cidade consideram como bairro mas isso não é oficial. O bairro maior e mais populoso é o Mangueirão, onde se encontra escolas, mercados, posto de saúde, sendo o mesmo bastante residencial. Há uma área de invasão adjacente a este bairro que ainda carece de uma boa infraestrutura.

A cidade conta com hotéis, restaurantes, supermercados, hospitais, feira, igrejas de diversas religiões. Infelizmente, o patrimônio histórico da cidade não é preservado da forma como deveria, sendo muitas construções antigas simplesmente jogadas ao chão sem que o poder público municipal interfira para manter e preservar estas construções históricas que muito contam sobre a história da cidade de Viseu. Os exemplos dessa falta de preservação são a antiga Igreja de São Sebastião, o antigo coreto da praça da Matriz, a antiga prefeitura que foi construída entre as décadas de 1950/1960 e diversos casarões antigos.

A cidade pode ser acessada tanto pelo transporte aéreo, pois há um capo de aviação próximo da comunidade de Caetecoeira, quanto por barcos. Mas o meio mais usado é o rodoviário. Para isso, pode-se usar a PA-102, a BR-308, sendo esta última a principal. Há praças como a praça da Matriz, praça da Prefeitura, praça da escola Mariano Antunes, praça do Hospital das Bem-Aventuranças, praça São Benedito, praça Madre Zariffe.

Clima

Dados climatológicos para Viseu Pará
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Temperatura máxima média (°C) 29,9 28,7 29,8 30,3 30,6 30,6 31,0 31,5 32,0 32,3 32,2 31,0
Temperatura média (°C) 26,2 25,7 26,3 26,0 26,3 26,2 26,5 26,8 27,1 27,3 27,5 26,7
Temperatura mínima média (°C) 22,6 22,7 22,8 21,7 22,1 21,9 22,1 22,2 22,2 22,4 22,8 22,4
Precipitação (mm) 182 312 431 376 296 222 159 65 13 5 8 50
Fonte: Climate Data.[6]

Tem clima equatorial Amazônico. De acordo com a Köppen e Geiger a classificação do clima é Aw. A temperatura média anual em Viseu é 26.5 °C. Pluviosidade média anual de 2119 mm.

Alguns administradores (prefeitos, intendentes etc)

  • 1661 – Capitão Mor João de Herrera da Fonseca.
  • 1833 – 1856 – O município de Viseu ficou pertencendo a Bragança.
  • 1890 – Conselheiro de Intendência Municipal José Lopes de Queiroz.
  • 1892 – João A. Gonçalves.
  • 1898 – Intendente Major Olímpio José Pereira
  • 1911 – Nomeado o senhor José Cavalcante Filho, segundo o jornal O Estado do Pará (04/05/1911).
  • 1911 – Intendente Major Olímpio José Pereira, conforme o jornal O Estado do Pará (03/06/1911).
  • 1912 – Intendente Major Caetano Gomes Rodrigues, conforme o jornal O Estado do Pará (16/11/1912).
  • 1912 – 1915 – Intendente Ulisses José Tavares, conforme o jornal O Estado do Pará (01/03/1912).
  • 1915 – 1917 – Exerceu o cargo de Intendente Capitão Bruno de Oliveira Lisboa.
  • 1917 – Tenente-Coronel Themístocles Antunes Bogéa, de acordo com o jornal O Estado do Pará (18/04/1917).
  • 1917 – Nomeado Intendente o Capitão Otávio Antônio Pinheiro, em 14/11/1917.
  • 1921 – Assumiu a Intendência o senhor Januário Antunes de Sousa (provisoriamente, após a renúncia de Otávio Pinheiro), tendo o antecessor renunciado em 12/08/1921
  • 1921 – Foi eleito o Tenente-Coronel Themístocles Antunes Bogéa, tendo pedido demissão do cargo de Intendente. No seu lugar, foi indicado o seu filho, Themístocles Bogéa Filho, que recusou o cargo.
  • 1925-1929 – Intendente Januário Antunes de Sousa, tendo assumido em 12/03/1925.
  • 1930-1932 – João Firmino Gomes.
  • 1932-1935 – Intendente Synesio Paulo de Carvalho.
  • 1936-1941 – Demétrio Lauro Juvenal Tavares
  • 1946-1950 – Raimundo Moacir Ramos Bogéa.
  • 1947 – Januário Antunes de Sousa foi eleito pelo governador Moura Carvalho para exercer o cargo em comissão de prefeito municipal.
  • 1950-1954 – Tenente-Coronel Aníbal Augusto Freire.
  • 1954-1958 – Raimundo Moacir Ramos Bogéa.
  • 1958-1960 – O vencedor das eleições de 1958 foi o senhor Alceu Cavalcante, que acabou falecendo em um naufrágio em 08 de junho de 1960 quando vinha de Bragança a Viseu.
  • 1960 – Com a morte de Alceu Cavalcante, assumiu interinamente o cargo de Prefeito o Vereador e Presidente da Câmara, Manoel Francisco de Jesus dos Santos, até ser realizada uma nova eleição.
  • 1960-1962 –Newton Raiol Campos.
  • 1962 -1966 – Almério André Cavalcante.
  • 1966-1970 – Tenente Waldemar Lisboa Messias
  • 1970-1972 – Hélio Vital Bogéa.
  • 1972-1976 – Adriano Fernandes Gonçalves
  • 1976-1982 – Carlos Cardoso dos Santos.
  • 1982-1988 – Adriano Fernandes Gonçalves.
  • 1988-1992 – Hélio Vital Bogéa
  • 1993-1996 – Carlos Cardoso dos Santos.
  • 1997-2000 – Astrid Maria da Cunha e Silva.
  • 2001-2004 – Astrid Maria da Cunha e Silva.
  • 2005-2008 – Luís Alfredo Amim Fernandes.
  • 2009-2012 – Cristiano Dutra Vale.
  • 2013-2016 – Cristiano Dutra Vale.
  • 2017 – Isaías José Silva Oliveira Neto
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